Comunidades e Consumo

Individual e coletivo. Créditos da imagem: quakerbrasil.wordpress

Redes: coletivo e indivíduo

Conceitos como “inteligência emergente” (Steven Johnson, 2001), “coletivos inteligentes” (Howard Rheingold, 2002), “redes inteligentes” (Albert Barabási, 2002) tornaram-se cada vez mais utilizados no meio teórico que busca analisar o relacionamento do indivíduo e de comunidades.

A pesquisa sobre redes pode trazer resultados significativos para compreendermos como os coletivos agem e pensam, como a informação circula e outros nuances da vida em rede.

Viver em comunidade é antes de tudo viver em uma constante negociação entre preferências individuais. O que tomamos como preferência individual, na verdade, é uma construção coletiva complexa.

Identidade: o meio de auto-afirmação da sociedade contemporânea e tendências

Para Castells: “[…] a identidade está se tornando a principal e, às vezes, única fonte de significado em um período caracterizado pela ampla desestruturação das organizações, deslegitimização das instituições, enfraquecimento de importantes movimentos sociais e expressões culturais efêmeras.” (2000, p. 41).

Através das mídias sociais, o papel da identidade e das tendências tem importância chave na estruturação da rede: se a identidade é tão almejada e as vezes a única fonte de significado para um coletivo, a sua disseminação e assimilação é facilitada ainda mais por um meio dinâmico e de abrangência global de comunicação;  e tendências, são insufladas e tem papel determinante na ação de coletivos e sobre a identidade desses coletivos.

Qual o papel das tendência e da identidade no consumo?

Os coletivos agem no sentido de consumir, de acordo com a identidade com a qual ele está associada. Essa identidade é constantemente alvo de ações publicitárias e, quando a aceitação do produto ou marca por parte do coletivo, que está sob a influência dessa identidade, é efetiva, ele se torna propriamente parte da identidade do grupo.

As tendências agem como focos para novos complementos a essas identidades: ela cria caminho para que modos de agir e pensar penetram no tecido que caracteriza o grupo.

Referências:

COSTA, Rogério da. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832005000200003&lng=en&nrm=iso&gt;. Acessado em  02  Junho  2014.

Caputo, Marta Vieira. Sociedade em rede, hegemonia e conflito social. Disponível em: <http://www2.eptic.com.br/sgw/data/bib/artigos/3e8907616186d62bb07beac9ac5ed240.pdf&gt;. Acessado em 02 de junho de 2014.

SIMÕES, Roberta Caldas e SANT’ANNA, Sergio Robert e VASCONCELLOS, João Gualberto Moreira. Uma Reflexão Sobre o Consumo de Comunidades Virtuais no Brasil. Disponível em: <http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/seculoxxi/article/view/3137/1725&gt;. Acessado em 02 de junho de 2014.

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